Agnus Dei
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Agnus Dei
uma história trágica entre a fé e a paixão
Teatro | Set/2018 | M/14 anos | 60 min.
Sinopse
‘Agnus Dei’ é uma obra inédita, que nos conta uma história dramática e comovente sobre uma relação amorosa condenada a um fim trágico. Maria e Jorge — uma Freira e um Padre —, vivem num conflito interior, entre a fé e a intensa paixão que sentem um pelo o outro — entre o desejo de felicidade e a realidade.

A coreografia e o vídeo conferem ao espectáculo uma marca identitária, ancorada numa atmosfera dramático-poética, onde os corpos dos actores prosseguem a ondulação do elemento água, que fisicamente preenche com naturalidade o espaço cénico, matizado pela música e luz, envolvido numa cenografia expressiva reflectindo a realidade angustiante em que vivem os dois protagonistas.
ficha artística e técnica
Texto, encenação e cenografia Fábio Timor
Assistência de encenação Glória de Sousa
Coreografia Isabel Costa
Música Vítor Nogueira
Desenho de luz Fábio Timor, César Cardoso e Ángel Fragua
Figurinos Isabel Feliciano
Fotografia e vídeo Paulo Araújo
Sonoplastia Paulo de Almeida
Sobre a encenação
Ao longo de cerca de três anos, influenciado pelo universo do drama de “Pedro e Inês”, e pelas “Cartas da Mariana Alcoforado”, e mesmo pelo drama “Romeu e Julieta”, a vontade de falar do amor, da paixão, foi ganhando forma, levando-me a encenar algo que se transformasse num espectáculo comovente, marcado por diálogos matizados pela poesia, e pela leveza dos corpos das personagens com que fui sonhando num jogo dinâmico e de tensão permanente; procurando as vicissitudes do sentido do Amor.

Neste espectáculo a água surge como âncora de todo o processo criativo, numa redescoberta emocional que nos fez (faz) perceber, como a partir dela se criam almas generosas e apaixonadas, e quão fascinante é envolvermo-nos com ela, e nela; numa permanente procura do “imenso curto de tempo em que somos felizes”.

“AGNUS DEI”, enquanto espectáculo, assume o Teatro Clássico como a sua linha de orientação. A tragédia e o drama são os códigos que procurámos respeitar, os actores distanciam-se como personagens de uma obra literária, com vida própria, num jogo cénico suportado pelo movimento dos seus corpos, desenhados pela Coreógrafa Isabel Costa, e conduzidos pela música de Vítor Nogueira, num ambiente de luz que nos faz olhar para o belo “sempre pela primeira vez”.
Sobre a Coreografia, por Isabel Costa

Numa perspectiva pessoal e geral, enquanto coreógrafa com uma grande ligação ao teatro, penso que o que mais se destaca na minha abordagem é a constante procura da dramaturgia que o corpo do ator carrega. Para além das palavras, para além dos elementos cénicos o que pode também o corpo comunicar/transmitir apenas e só pela sua linguagem física. Em “Agnus Dei”, a linguagem física dos atores é transportada para elementos improváveis, desafiando-me na criação, enquanto coreógrafa e aos atores na sua execução. É através da superação dos nossos limites, que nos reinventamos e nos ultrapassamos enquanto pessoas e artistas. “Agnus Dei”, é o perfeito exemplo de que, ao desafiarmos os nossos limites, podemos surpreender-nos a nós próprios.



Sobre a música, por Vítor Nogueira

Até que ponto é ainda possível, quatro séculos depois de Romeu e Julieta, criar em palco a história de um amor trágico? E como construir neste contexto um espectáculo teatral assente num esforço multidisciplinar que possa valer a pena do ponto de vista da criação artística e do ponto de vista da fruição do espectador? Foi a partir destas dúvidas que aceitei o desafio de compor a música para Agnus Dei. Optei por desenvolver um tema musical, desdobrando-o em glosas e variações sucessivas, à maneira cinematográfica, numa aproximação à fluidez do cenário, dos movimentos coreográficos e das tensões próprias do texto e da sua representação. Como quem num esforço recatado procura contribuir um pouco para o carácter multidisciplinar de um objecto artístico.
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