Agnus Dei

uma história trágica entre a fé e a paixão

Agnus Dei

Texto de Fábio Timor
uma história trágica entre a fé e a paixão
— Sinopse
‘Agnus Dei’ é uma obra inédita, que nos conta uma história dramática e comovente sobre uma relação amorosa condenada a um fim trágico. Maria e Jorge — uma Freira e um Padre —, vivem num conflito interior, entre a fé e a intensa paixão que sentem um pelo o outro — entre o desejo de felicidade e a realidade.

A coreografia e o vídeo conferem ao espectáculo uma marca identitária, ancorada numa atmosfera dramático-poética, onde os corpos dos actores prosseguem a ondulação do elemento água, que fisicamente preenche com naturalidade o espaço cénico, matizado pela música e luz, envolvido numa cenografia expressiva reflectindo a realidade angustiante em que vivem os dois protagonistas.
— Sobre

Ao longo de cerca de três anos, influenciado pelo universo do drama de “Pedro e Inês”, e pelas “Cartas da Mariana Alcoforado”, e mesmo pelo drama “Romeu e Julieta”, a vontade de falar do amor, da paixão, foi ganhando forma, levando-me a encenar algo que se transformasse num espectáculo comovente, marcado por diálogos matizados pela poesia, e pela leveza dos corpos das personagens com que fui sonhando num jogo dinâmico e de tensão permanente; procurando as vicissitudes do sentido do Amor.

Neste espectáculo a água surge como âncora de todo o processo criativo, numa redescoberta emocional que nos fez (faz) perceber, como a partir dela se criam almas generosas e apaixonadas, e quão fascinante é envolvermo-nos com ela, e nela; numa permanente procura do “imenso curto de tempo em que somos felizes”.

“AGNUS DEI”, enquanto espectáculo, assume o Teatro Clássico como a sua linha de orientação. A tragédia e o drama são os códigos que procurámos respeitar, os actores distanciam-se como personagens de uma obra literária, com vida própria, num jogo cénico suportado pelo movimento dos seus corpos, desenhados pela Coreógrafa Isabel Costa, e conduzidos pela música de Vítor Nogueira, num ambiente de luz que nos faz olhar para o belo “sempre pela primeira vez”.

— Elenco

Interpretação Ángel Fragua, Isabel Feliciano e Anabela Nóbrega

— Créditos

Assistência de encenação Glória de Sousa
Cenografia Fábio Timor
Música Vítor Nogueira
Coreografia Isabel Costa
Desenho de luz Fábio Timor, César Cardoso e Ángel Fragua
Figurinos Isabel Feliciano
Sonoplastia Paulo de Almeida
Registo de vídeo e fotografia Paulo Araújo

— Características

Área artística: Teatro

Classificação etária: Maiores de 14 anos

Duração: 60 minutos

— Estreia

Data: 14 de Setembro de 2018

Local: Teatro Auditório Municipal de Alijó

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